Saturday, June 09, 2007

Calango, lango















Sempre gostei dessas criaturas escapadas da pré-história. Acho simpáticas e além disso também são inimigas de meus inimigos: mosquitos, moscas, formigas. Claro que não necessariamente do mostro da foto aí do lado - primo dos Dragões de Komodo (uma ilha na Indonésia). Essa foto aí do lado foi tirada na ilha de Bornéo, na Malásia. São enormes, do tamanho de um jacaré, mas a princípio são inonfensivos.

Bom, o meu problema não são os dragões de Komodo, que estão lá, coitados, na ilha deles tentando sobreviver o turismo de massa. Meu problema são as lagartixinhas que invadiram meu apê.

Também achei que fossem amigas, quando duas resolveram morar na minha cozinha, escondidas atrás do armário. Cheguei lá, mim Tarzan, querer paz. Elas ficaram na boa. Que mal podem fazer as pobres?

Aaaah, inôcencia a minha... a espécie asiática, para começar, é chamada de gecko. Não é uma simples lagartixa à espreita de insetos... Primeira supersa é que o gecko fala. Quero dizer, faz uns barulhos esquisitos para se comunicar. Pois é, você entra no meio da noite na cozinha e gluááárg, gluááárg, gluááárg, lá está o gecko, inflando igual um sapo para chamar a namorada que ainda estava atrás do armário. Até que isso ainda vai... é enjoado, mas não tinha criado inimizade.

A gota d'água foi quando descobri que a espécie asiática é ninja. Ninja mesmo, "que nem" as tartarugas. Devem todos ter sido treinados pelo Mr Miyagi. Você está lá, na frente do safado e diz, agora você não me escapa... e, ha! ele desaparece. A la Copperfield, na sua cara. E você fica igual besta.

O pior é quando ele reaparece, em um passe de mágica, dentro da sua calça. Não estou exagerando, aconteceu comigo. Desespero, agonia, e aquele gecko gelado subindo pela sua perna. Sacudi as calças pela janela e declarei guerra. Meti Q-boa na cozinha inteira. Voltaram. Uma família inteira. Montaram a sede na cozinha. E sucursal no banheiro.

Desde então, creio que comunicaram por ondas telepáticas aos vizinhos da Ásia. Fomos atacados em todos países. Com um timing perfeito! Imagine você em um bangalô em Lombok, admirando romanticamente o pôr-do-sol e um gecko cai na cabeça do seu marido. Ou um jantar à luz de velas na Tailândia e o safado se joga no meio do prato. Ou pior, chengando em casa cansada e um gecko na porta de entrada faz Jeronimooooooooooo e pula nas suas compras. Infernal!

Por favor, peço sugestões do que fazer! Preciso de uma arma de destruição massiva urgente!
Grata!

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Tuesday, June 05, 2007

Minha santa Margarita!

Que calor! Vocês lembram daquele calorzinho do cão do ano passado, daquela faroada na praia, quando tirei a foto aí do lado? (Vale à pena ler de novo: Farofa).

Pois é, tudo de volta!!! Inaugurada a temporada de verão Hong Kong 2007.

Vamos lá, todo mundo pra água.
De roupa, é claro.

Monday, June 04, 2007

Para não esquecer...

...o massacre da Praça da Paz Celestial.
04 de junho de 1989.

Monday, May 28, 2007

Últimos dias de Fangbang Lu em Xangai

Mais Louis Xiton


Direto de Xangai: cópias de lojas famosas devem fazer uma confusão na cabeça dos pobres dos chineses! Leonidas "falsif". Occitane ou Occitown? H&M ou H&T? Versace ou... Lojas Americanas?
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Thursday, May 10, 2007

Por que eu não fui para Hainan...

Final do Mister Mundo foi aqui do lado e eu não fiquei sabendo... O Espanhol do vídeo ficou em primeiro, um brasileiro em segundo e um chinêsinho em terceiro.

Friday, May 04, 2007

Thursday, May 03, 2007

The Beach


Aqui está The Beach, sem Leonardo di Caprio, traficantes de droga, nem tubarões. Mas resplandescente. Maravilhosa. Realmente um dos lugares mais bonitos do mundo. Infelizmente, é só no filme mesmo que a praia é secreta, indicada somente em um velho mapa passado a pouquíssimas pessoas. Em Phuket, na Tailândia, todo mundo sabe onde fica. A foto foi tirada de manhã cedo, antes que as hordas de turistas tomem conta da praia. Por uns quinze minutos, conseguimos apreciar a beleza. Depois, virou o Piscinão de Ramos.

É uma pena que o governo tailandês não proteja essa e as outras praias da região. Contenta-se em cobrar uma taxa de entrada e de não permitir construções na pequena ilha. Permitem, entretanto, a entrada de enormes lanchas, carregadas de turistas, que atracam em cima de corais e deixam lixo por onde passam.

Para os interessados em visitar Phi Phi Ley, vale à pena domir na ilha vizinha, Phi Phi Don e pegar um "long boat" local. Assim, além de proteger os corais, o turista pode visitar a ilha com mais calma, menos turistas e ainda ter a chance, como nós tivemos, de ver uma família de golfinhos na baía - que tem medo das grandes lanchas. Garanto que o "long tail" é muito mais divertido. A única coisa que não garanto é ver o Leonardo di Caprio...
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Monday, April 23, 2007

AIDS e órfãos na China

Conversando com amigos no Brasil, descobri que poucos sabem, ou se lembram do escândalo da venda de sangue contaminado nas províncias de Henan e Anhui na China.

Esse artigo então é para refrescar a memória desse episódio não tão glorioso da história Chinesa ( para mais informações, leiam o artigo da BBC).

Resumindo rapidamente, autoridades locais autorizaram a compra de sangue em províncias paupérrimas no interior rural. Agricultores pobres viram a oportunidade de fazer um dinheirinho extra e se prestaram "voluntários". Vários venderam sangue repetidas vezes.

Se as condições de higiene tivessem sido respeitadas, o final seria feliz, pois o dinheiro da revenda do sangue trazia um alívio para os camponeses e uma boa comissão para as autoridades locais. Porém, não somente as agulhas estavam contaminadas, mas os agricultores - para não ficarem fracos pela grande quantidade de sangue vendida - foram reinjetados com plasma alheio e contaminado.

Não se sabe ao certo quantas pessoas foram infectadas nessa época, porque o governo fechou as cidades e livrou-as à própria sorte. A BBC estima 600,000.

Hoje estimativas oficiais afirmam existirem 76,000 órfãos (de menos de 18 anos) nessa região. Muitos perderam não somente os pais, mas também tios, irmãos, primos. Uma fundação privada cuida de uma parte dssas crianças: a Chi Heng Foundation. A fundação tenta encontrar lares para essas crianças - normalmente com algum familiar - e fornece uma ajuda à familia e à criança, desde a escola primária até a conclusão de seus estudos na Universidade.

Chi Heng Foundation é a maior organização caritativa trabalhando na região e hoje consegue ajudar 4,000 órfãos. Infelizmente, ainda uma gota d'água.

Saturday, April 21, 2007

Joe le taxi

Devo ter acabado o seu dia com esse título. Você vai passar o resto do dia cantando "Joe le taxi", ou então "Vou de táxi" na versão em português. Porque música que é chata, pega. Dá dor no tímpano só de pensar na voz da Vanessa Paradis. Pior ainda, dá enxaqueca de lembrar da Angélica. Porém, nada se compara à trilha sonora dos táxis de Hong Kong.

Requisitos para ser taxista em Hong Kong:
1. dirigir mal;
2. ser fã de Hello Kity;
3. ser surdo.

Depois vêm uma lista enorme de coisas em comum, que não sei se são requisitos, ou se é moda. Tipo pendurar uma caixa de Kleenex de cabeça para baixo na aba que protege contra o sol (é, naquela abinha onde você esconde a frente do rádio quando desce rapidinho na padaria). Deve ser por falta de roubo de rádio (às vezes acho que preferiria o roubo... que coisa boa entrar em um táxi em silêncio, sem RTHK gritando no último volume...).

Hello Kittys... só vendo para crer. Estão coladas nos vidros, nos bancos, versão boneca que mexe a cabeça. Raro o táxi que não tenha. Hello Kitty free não existe.

Outra mania é coleccionar telefones. Eu, com o meu Nokia capenga, versão Papirus, morro de vergonha de falar no telefone dentro do táxi. Eles estão sempre com o último modelo, GPS e bluetooth (lê-se blutusss, com a língua entre os dentes). Outro dia tentei tirar foto de um, mas não consegui por causa do ângulo. Vai aí uma fotinha mal tirada, de qualquer maneira. Ele tinha dois telefones pregados na frente e dois blutuss, um em cada orelha. Se tocarem ao mesmo tempo, dá curto.

Mas o mais interressante é o código da mãozinha. Quando você entra no carro e diz onde vai, tem sempre duas opções:
1. ou o taxista vira para trás e grita AAAN? (lembre-se o terceiro critério é ser surdo).
2. ou ele levanta a mãozinha, tipo Heil Hitler, e pisa no acelerador. Isso significa: ok, sei para onde vou.

E lá se vai, com RTHK no último volume, se você der sorte é hora do jornal, senão vai ter que escutar umas musiquinhas insuportáveis. Se tiver muito azar pega um fã de ópera cantonesa. É nessa hora que dá a maior saudade da Angélica.

Monday, April 02, 2007

Ainda na Birmânia

Menina com tanaka (maquiagem tradicional) - Bagan

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