Tuesday, February 06, 2007

Mais porquinhos

"Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço..."
Estava com saudade desse blog, de ter tempo para escrever minhas baboseiras! É uma terapia poder contar para todo mundo as loucuras dessa cidade.

Tanta coisa aconteceu, que nem sei mais por onde começar então vamos começar tudo de novo - ano novo, vida nova!

Ano novo chinês, é claro. Sim, porque aqui até o ano é diferente, nos dias 18-19 de fereveiro deixamos o ano do cachorro - literalmente o ano do cão - para o ano do Porco Dourado. Parece que Buda convidou todos os animais para uma festa e só doze apareceram. E cada um ganhou um ano. Ou seja, cada ano tem um animal e aqui não se contam as décadas, mas sim a dúzia - me vê uma dúzia de anos aí. E também não estamos em 2007 e sim em três-mil-e-lá-vai-pedrada.

Complicado, não, é super divertido. A cidade esta cheia de porcos - para todos os lados. Variam de lindinhos à umas atrocidades. Claro, sendo atrocidade a especialidade local, principalmente em termos de bom gosto.

Bom, passei só rapidinho para dar um oi e tomar um cafézinho. Depois a gente conversa mais!

Kung Hei Fat Choi! Feliz Ano do Porco!

Sunday, November 12, 2006

Central Escalator

Aqui vai o primeiro de uma série de vídeos apresentada pela amiga Rosanna Wilcox.

Saturday, November 11, 2006

Antes muerta que sencilla!



Esse vai especialmente para Rachel, sobre a modinha de Hong Kong. Sem comentários, né? E atenção, essa não tem bota branca, o que é mais comum.

Agora estou aqui, na luta para achar um cabelereiro decente!

Friday, November 03, 2006

Coitado do meu blog


Está tão abandonado! Prometo voltar assim que conseguir as minhas metas de caridades!
Besitos a todos!
G

Thursday, October 19, 2006

I tube, youtube

Insônia? Quer pegar no sono? Então não chegue perto do seu computador. E nem pense em entrar no youtube. Se Google pagou tão caro por um site tão... banal, é porque tem coisa "pra caramba" lá dentro.

Claro que como tudo que é aberto ao público, tem muito lixão. Milhões de retardados no mundo inteiro já testaram a fórmula (mentos + coca) = lambança x 2. Tem sempre tambéns uns engraçadinhos que acham que sabem surfar, jogar bola, jogar capoeira, e colocam os vídeos lá. Ninguém merece.

Mas o incrível mesmo é a quantidade de vídeos políticos ou sensíveis que não passariam na televisão aberta na maioria dos países. É um excelente meio de contra-propaganda. Não é de se espantar que países como a China vetem acesso a esses sites.

Em um piscar de olhos encontramos o vídeo dos guardas atirando nos tibetanos que tentam fugir do país. Mas não é só a China que tem que se preocupar. Os vídeos americanos mais votados são contra o Bush. Inclusive recentemente, quando os EUA resolveram acabar com o Habeas Corpus. Autorizaram a tortura. Tem muitos vídeos que o atacam violentamente. Aqui vai um: youtube habeas corpus

Pode-se também assistir aos vídeos do Lula. Mas esses realmente perfiro não ver. Prefiro contar carneirinhos. (Mas quem quiser... clique aqui: collor & lula)

Sunday, October 15, 2006

Hong Kong Post

Na França existe uma expressão para dizer que uma coisa foi simples - "passou como uma carta no correio". Nunca entendi o porque dessa expressão. Acho o correio francês enroladíssimo, rabugento e inclusive perderam nossos bilhetes para Roland Garros uma vez. Uma confusão para conseguí-los, e certeza que teve um funcionário dos Correios que foi no nosso lugar. Nem reembolsaram. #@#§¬#&% (lê-se como na revista da Mônica).

No Brasil, também nunca tive sorte com os correios. Tem sempre uma fila do cão, gente mal-humorada e as cartas não chegam nunca. Meu marido me mandou uma da Polônia que chegou com seis meses de atraso. De jegue. Só pode. Aliás, o jegue deve ter parado em Fortaleza - para fazer um passeio nas dunas (com emoção ou sem emoção? Com emoção é quando o jegue anda).

Tudo isso para explicar a minha grande surpresa quando recebemos o envelope da foto acima. Em uma semana, fez o trajeto Genebra - Hong Kong. Pela bagatela de 10 reais (olha que era um pacote grande). Além do mais, o envelope veio empacotado, selado, com um pedido de desculpas - por causa da chuva o envelope rasgou. Se fosse no Brasil, meu envelope teria deixado um rastro pela cidade, igual Joãozinho e Maria. Ou como quando cheguei uma vez no aeroporto em Brasília e o carregador de malas jogou a minha com tanta força no tapete que a coitada abriu... E tive lá eu seguir o rastro para catar meias, suitãs e calcinhas esparramados no tapete. Vergonha? Imaginem!

Quanto à expressão francesa... deve ter sido traduzida do cantonês.

Saturday, October 07, 2006

Moon (cake) festival

A lua ontem parecia saber que a festa era toda dela. Noite clara, 25 graus, nenhuma estrela no céu, só a lua, grande e reluzente. A praia, os parques e todos os espaços abertos de Hong Kong invadidos por famílias com lanternas e mooncakes. A sensação era como um déjeuner sur l'herbe, chinês, à noite.

O festival é comemorado em toda a Ásia, mas na China é coisa séria. Hong Kong, Taiwan e Macau não são exceções. Pena que estive trabalhando tanto essas semanas que não escrevi sobre a vontade que eu estava de experimentar o famoso "mooncake". O bolinho fabricado para comemorar o festival da lua.

Esses bolinhos são um fenômeno de vendas, e no escritório eu os via passar todos os dias, em caixas de todos formatos, cestas, etc. Imaginem a loucura de ovos de páscoa no Brasil misturado com comemorações de Natal. O mooncake é mais o isso. Patrões dão mooncakes a seus empregados, empresas aos seus clientes, amigos e família também trocam os bolinhos.

Em Hong Kong, não há nada que ilustre mais a divisão da sociedade local com os "expatriados" que o gosto pelos mooncakes. De um lado, os hongkonguinos (até hoje não descobri como se chamam se diz - só achei na internet um portuga perguntando como chamam os "gajos" de Hong Kong) que esperam o festival o ano inteiro e de outro os expatriados que dizem que o bolinho é horrível.

Anteontem chegou a minha hora de descobrir. Ganhei duas caixas de mooncake do Starbucks (nota, dá azar comprá-los... então tive que esperar pacientemente uma caridade alheia). Voltei no micro-ônibus me achando local, com a minha caixa de mooncakes "que nem" meus camaradas. Depois do jantar, tan-tan-tan, cortei meu mooncake. Não achei bom, nem ruim. É super esquisito, claro, uma pasta de lótus com uma gema de ovo de pato cozida no meio... não é coisa que se coma todo dia. Meu marido não quis nem saber, ele faz parte dos que consideram o bolinho execrável.

Meu erro, no entanto, foi dizer no escritório, no dia seguinte, que eu não tinha achado ruim. Que alegria. As secretárias me entupiram de bolinhos: de lótus, de pasta de feijão, com gosto de jasmim, osmantus, e não sei mais o que. Apesar da agradável caminhada ontem sob a lua, ainda estou aqui tentando digerir...

Monday, October 02, 2006

Wednesday, September 27, 2006

Violência no Brasil

Uma pausa nos relatos na China para falar de uma noticia que li hoje no jornal de Hong Kong, mas que não encontrei na Veja, nem na Folha, muito menos no Jornal do Brasil:

Uma media de 150 pessoas são assassinadas por dia no Brasil. Totalizando cerca de 55,000 pessoas no ano passado.

Só para comparar, com os horrores que vemos no hoje no Iraque, estima-se que entre 43,000-48,000 pessoas morreram em TRÊS anos de guerra.

Sem mais comentários.

Sunday, September 24, 2006

Coisas bizarras que aparecem na China

Quem entende?
Aquaman
Mais informações:
localização: centro de Guilin
cor da água: verde escura
visibilidade: meio metro
dia da semana: domingo




Quem entende?
Superman
Mais informações:
localização: centro de Hong Kong
dia da semana: quinta-feira
previsão do tempo: tufão à 200km