Monday, May 28, 2007

Últimos dias de Fangbang Lu em Xangai

Mais Louis Xiton


Direto de Xangai: cópias de lojas famosas devem fazer uma confusão na cabeça dos pobres dos chineses! Leonidas "falsif". Occitane ou Occitown? H&M ou H&T? Versace ou... Lojas Americanas?
Posted by Picasa

Thursday, May 10, 2007

Por que eu não fui para Hainan...

Final do Mister Mundo foi aqui do lado e eu não fiquei sabendo... O Espanhol do vídeo ficou em primeiro, um brasileiro em segundo e um chinêsinho em terceiro.

Friday, May 04, 2007

Thursday, May 03, 2007

The Beach


Aqui está The Beach, sem Leonardo di Caprio, traficantes de droga, nem tubarões. Mas resplandescente. Maravilhosa. Realmente um dos lugares mais bonitos do mundo. Infelizmente, é só no filme mesmo que a praia é secreta, indicada somente em um velho mapa passado a pouquíssimas pessoas. Em Phuket, na Tailândia, todo mundo sabe onde fica. A foto foi tirada de manhã cedo, antes que as hordas de turistas tomem conta da praia. Por uns quinze minutos, conseguimos apreciar a beleza. Depois, virou o Piscinão de Ramos.

É uma pena que o governo tailandês não proteja essa e as outras praias da região. Contenta-se em cobrar uma taxa de entrada e de não permitir construções na pequena ilha. Permitem, entretanto, a entrada de enormes lanchas, carregadas de turistas, que atracam em cima de corais e deixam lixo por onde passam.

Para os interessados em visitar Phi Phi Ley, vale à pena domir na ilha vizinha, Phi Phi Don e pegar um "long boat" local. Assim, além de proteger os corais, o turista pode visitar a ilha com mais calma, menos turistas e ainda ter a chance, como nós tivemos, de ver uma família de golfinhos na baía - que tem medo das grandes lanchas. Garanto que o "long tail" é muito mais divertido. A única coisa que não garanto é ver o Leonardo di Caprio...
Posted by Picasa

Monday, April 23, 2007

AIDS e órfãos na China

Conversando com amigos no Brasil, descobri que poucos sabem, ou se lembram do escândalo da venda de sangue contaminado nas províncias de Henan e Anhui na China.

Esse artigo então é para refrescar a memória desse episódio não tão glorioso da história Chinesa ( para mais informações, leiam o artigo da BBC).

Resumindo rapidamente, autoridades locais autorizaram a compra de sangue em províncias paupérrimas no interior rural. Agricultores pobres viram a oportunidade de fazer um dinheirinho extra e se prestaram "voluntários". Vários venderam sangue repetidas vezes.

Se as condições de higiene tivessem sido respeitadas, o final seria feliz, pois o dinheiro da revenda do sangue trazia um alívio para os camponeses e uma boa comissão para as autoridades locais. Porém, não somente as agulhas estavam contaminadas, mas os agricultores - para não ficarem fracos pela grande quantidade de sangue vendida - foram reinjetados com plasma alheio e contaminado.

Não se sabe ao certo quantas pessoas foram infectadas nessa época, porque o governo fechou as cidades e livrou-as à própria sorte. A BBC estima 600,000.

Hoje estimativas oficiais afirmam existirem 76,000 órfãos (de menos de 18 anos) nessa região. Muitos perderam não somente os pais, mas também tios, irmãos, primos. Uma fundação privada cuida de uma parte dssas crianças: a Chi Heng Foundation. A fundação tenta encontrar lares para essas crianças - normalmente com algum familiar - e fornece uma ajuda à familia e à criança, desde a escola primária até a conclusão de seus estudos na Universidade.

Chi Heng Foundation é a maior organização caritativa trabalhando na região e hoje consegue ajudar 4,000 órfãos. Infelizmente, ainda uma gota d'água.

Saturday, April 21, 2007

Joe le taxi

Devo ter acabado o seu dia com esse título. Você vai passar o resto do dia cantando "Joe le taxi", ou então "Vou de táxi" na versão em português. Porque música que é chata, pega. Dá dor no tímpano só de pensar na voz da Vanessa Paradis. Pior ainda, dá enxaqueca de lembrar da Angélica. Porém, nada se compara à trilha sonora dos táxis de Hong Kong.

Requisitos para ser taxista em Hong Kong:
1. dirigir mal;
2. ser fã de Hello Kity;
3. ser surdo.

Depois vêm uma lista enorme de coisas em comum, que não sei se são requisitos, ou se é moda. Tipo pendurar uma caixa de Kleenex de cabeça para baixo na aba que protege contra o sol (é, naquela abinha onde você esconde a frente do rádio quando desce rapidinho na padaria). Deve ser por falta de roubo de rádio (às vezes acho que preferiria o roubo... que coisa boa entrar em um táxi em silêncio, sem RTHK gritando no último volume...).

Hello Kittys... só vendo para crer. Estão coladas nos vidros, nos bancos, versão boneca que mexe a cabeça. Raro o táxi que não tenha. Hello Kitty free não existe.

Outra mania é coleccionar telefones. Eu, com o meu Nokia capenga, versão Papirus, morro de vergonha de falar no telefone dentro do táxi. Eles estão sempre com o último modelo, GPS e bluetooth (lê-se blutusss, com a língua entre os dentes). Outro dia tentei tirar foto de um, mas não consegui por causa do ângulo. Vai aí uma fotinha mal tirada, de qualquer maneira. Ele tinha dois telefones pregados na frente e dois blutuss, um em cada orelha. Se tocarem ao mesmo tempo, dá curto.

Mas o mais interressante é o código da mãozinha. Quando você entra no carro e diz onde vai, tem sempre duas opções:
1. ou o taxista vira para trás e grita AAAN? (lembre-se o terceiro critério é ser surdo).
2. ou ele levanta a mãozinha, tipo Heil Hitler, e pisa no acelerador. Isso significa: ok, sei para onde vou.

E lá se vai, com RTHK no último volume, se você der sorte é hora do jornal, senão vai ter que escutar umas musiquinhas insuportáveis. Se tiver muito azar pega um fã de ópera cantonesa. É nessa hora que dá a maior saudade da Angélica.

Monday, April 02, 2007

Ainda na Birmânia

Menina com tanaka (maquiagem tradicional) - Bagan

Posted by Picasa

Tuesday, March 27, 2007

Uma pausa na Birmânia



O policial na alfândega não conseguiu esconder o sorriso ao abrir o passaporte brasileiro. Nesse país longínquo e desconhecido que é a Birmânia – hoje chamado Mianmar – turistas são raros, ainda mais vindos do Brasil.

A reação foi a mesma a cada vez que me perguntavam de onde vinha. « Nunca vi um(a) brasileiro(a) antes », afirmou o motorista, com um olho na estrada e outro no retrovisor, me analisando. Loucos por futebol, meu passaporte verdinho era indício de bom auguro, para futuras apostas em jogadores e times brasileiros, que eles acompanham acocorados ao redor de televisores coletivos, mascando uma fruta local misturada a tabaco.

Colônia britânica até 1947, o país é hoje governando por uma toda-poderosa junta militar, liderada pelo General Than Shwe. Aung San Suu Kyi – filha de Aung Sun, herói da independência contra os ingleses – e líder da oposição, se encontra em prisão domiciliar desde 1988.

Raro é o cidadão que ouse falar contra o regime. Trabalho forçado, mortes e prisões são comuns por insurreição. Em 1988, ou seja, um ano antes do massacre da Praça da Paz Celestial de Pequim, os militares utilisaram os mesmos métodos contra os universitários que pediam o fim do regime. Fontes dizem que mais de 3000 morreram ou foram enterrados vivos. Desde então, Aung San Suu Kyi pede às nações ricas que boicotem o país.

Mianmar é rico em petróleo, pedras preciosas, madeiras nobres, além de uma cultura milenar. Até Marco Polo teria passado pela Birmânia à caminho da China, e encantado com sua riqueza, ajudado os mongóis de Kublai Khan a invadir o país. Essa riqueza, no entanto é controlada pelos militares e o país se encontra hoje como se o tempo tivesse parado há 100 anos.

Yangon, ou Rangum, a capital até 2003 quando os militares mudaram para Nay Pyi Taw, tem quatro milhões de habitantes. Entretanto, energia elétrica é inconsistente, veículos são poucos e não há grandes edifícios. Uma das únicas escadas rolantes da cidade leva à Pagoda de Schwedagon, do século XI e é atração turística para os locais. No resto do país, bicicletas, carro de boi e fogões à lenha ainda são comuns. Crianças na rua pedem canetas e xampú quando vêem estrangeiros – comodidades caras e raras. O boicote anglo-americano levou também à suspensão de todas as transações de cartão de crédito no país. Desde então, tudo é pago em espécie – de preferência em dólares.

A estrutura para o turismo, no entanto, é bem desenvolvida, com ótimos hotéis, vôos organizados e pontuais, e guias que falam várias línguas. O país é seguro, roubos são raríssimos. Atrações são várias, como Pagan e seus milhares de templos e pagodas datando do século XI. O lago Inlê e a vida tradicional, com casas suspensas e plantações flutuantes, Mandalay e Yangon e seus templos. Ngapali e o azul do seu mar.

O que mais impressiona o viajante, contudo, é o povo. Não sabem o que é uma sociedade de consumo, então mantém seus valores e tradições. São acolhedores e simpáticos. Tem uma diversidade étnica invejável, devido à influência chinesa, indiana, tailandesa e também do Bangladesh e Laos. Budistas, tem uma filosofia de vida de paz e trabalho, que exercem constantemente. Mesmo na praia, os únicos a aproveitar do sol são os turistas. Herdaram um bom sistema de educação inglês, que freqüentam com assiduidade, vestidos em uniformes verdes com o tradicional longyi (ou sarongue).

O sorriso do guarda no aeroporto era genuíno. Me pareceu um povo feliz, apesar da repressão da junta militar e do temor de uma guerra civil que pode acontecer em qualquer momento caso as diferentes etnias percam realmente a paciência. Espero que nunca aconteça.


Posted by Picasa

Friday, March 02, 2007

O Havaí é aqui!





Se não fosse aquele prédio horroroso... daria eté para enganar.
Aviso aos navegantes: água gelaaaaaaaaaaaaaaaada.
(Stanley - Fevereiro 2007)
Posted by Picasa

Tuesday, February 06, 2007

Mais porquinhos

"Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço..."
Estava com saudade desse blog, de ter tempo para escrever minhas baboseiras! É uma terapia poder contar para todo mundo as loucuras dessa cidade.

Tanta coisa aconteceu, que nem sei mais por onde começar então vamos começar tudo de novo - ano novo, vida nova!

Ano novo chinês, é claro. Sim, porque aqui até o ano é diferente, nos dias 18-19 de fereveiro deixamos o ano do cachorro - literalmente o ano do cão - para o ano do Porco Dourado. Parece que Buda convidou todos os animais para uma festa e só doze apareceram. E cada um ganhou um ano. Ou seja, cada ano tem um animal e aqui não se contam as décadas, mas sim a dúzia - me vê uma dúzia de anos aí. E também não estamos em 2007 e sim em três-mil-e-lá-vai-pedrada.

Complicado, não, é super divertido. A cidade esta cheia de porcos - para todos os lados. Variam de lindinhos à umas atrocidades. Claro, sendo atrocidade a especialidade local, principalmente em termos de bom gosto.

Bom, passei só rapidinho para dar um oi e tomar um cafézinho. Depois a gente conversa mais!